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25 / ago

Entendendo a importância do público alvo do projeto

escrito por nando rossetto

O primeiro que devemos levar em consideração  ao projetar a arquitetura da informação é determinar quem é o público-alvo. Este é um passo inestimável que muitas pessoas falham em captar. Muitos projetos (sites, interfaces, aplicativos) nem sequer levam em consideração quem os estará usando.

Como você pode projetar algo se você não sabe quem irá usar? Algumas pessoas pensam que o público-alvo é definido pela tecnologia que usam para acessar o site. Isso, também, é falha bem grave ao meu ver.

O fato que um usuário visitando o site utiliza um modem 28.8 kbps é somente uma pequena parte da definição do público-alvo. Uma verdadeira definição do público-alvo consiste em quem são os usuários e quais suas metas e objetivos. Cenários, ou estórias, são úteis na visualização do público-alvo.

De vez em quando, um único departamento ou grupo em uma organização conduz a tarefa de desenvolver o projeto. O resultado geralmente o projeto é focado nas necessidades desse grupo, ignorando as necessidades de todos os demais.

Definir de antemão a experiência que você quer que o usuário tenha estabelece uma clara e bem documentada definição de seu público-alvo, e ajuda a entender como os usuários irão reagir ao projeto depois de feito.

Para dar andamento a esta etapa do procedimento da arquitetura da informação, assim como foi ao definir os objetivos, precisamos descobrir quem estará envolvido e quanto tempo teremos.

Em geral, as mesmas pessoas estarão envolvidas no mesmo barco que nós. Devemos dar a devida importância para cada opinião dos integrantes. Por exemplo, o departamento de marketing deve ter uma boa idéia de quem seu público-alvo é. Se esse é o caso, devemos ouvi-los com muita atenção.

23 / ago

Da cabeça para o papel

escrito por nando rossetto

Eu como todo designer, tenho um milhão de idéias que a principio são legais mais acabam morrendo durante o dia. Às vezes a minha própria fabrica de pensamentos acaba excluindo ela da minha cabeça.

Quantas e quantas boas idéias eu já tive, que poderiam ser compradas pelo Google por 500 milhões de dólares? Brincadeiras a parte, recentemente eu comprei um caderninho com folhas sem pauta, simplesmente pra rascunhar todas minhas idéias, afinal um dia elas podem sair do papel né.

O importante é que não nos limitemos durante o processo criativo de algo, para uma idéia não existem limites ou restrições. E como ela será executada? Não sei mais como eu digo no trabalho, isso a gente vê depois!

17 / ago

Pequenas mudanças geram grandes resultados

escrito por nando rossetto

Detalhes como uma mensagem de erro, feedback de formulário de inscrição, ou a reorganização de produtos em uma página da categoria com bons meios para experiência do usuário. Quando esses “detalhes” fazem a diferença?!

  • O BestBuy.com, com a pequena mudança de permitir que as pessoas pudessem pular a inscrição durante o checkout resultou em 300 milhões dólares extra por ano. – The $300 Million Button.
  • A pequena melhora nas mensagens de erro em um site de comércio eletrônico aumentou as compras de 0,5% (muito em comparação com o esforço) e economizou mais de 250.000 por ano para a empresa.  250,000 de mensagens de erro melhores.

“Os detalhes não são os detalhes. Eles fazem o design. “Disse Charles Eames.

16 / ago

Categorias e Navegação de sites/blogs

escrito por nando rossetto

As categorias são simplesmente um meio de organização. Organização é essencial para um site bem estruturado. Rotulagem e catalogação de conteúdo permite que os usuários façam escolhas com facilidade.

Entretanto, apenas porque todos os sites requerem alguma forma de organização não significa que devemos fazer da mesma maneira, o que parece ser um grande problema com os blogs. Ao invés de tentar descobrir como o conteúdo pode ser melhor organizado para um público específico, os blogs tendem a depender da categoria de navegação usando palavras-chave.

Navegação é a chave

Ao invés de pular para a direita em categorias, considerar três coisas:

  1. Que tipo de conteúdo que você vai apresentar? É publicada todas no mesmo formato ( texto / vídeo / imagem)? Qual é a frequência de novos posts?
  2. Como um usuário pode encontrar algo específico sobre no seu blog/site usando categorias? Pensar numa maneira mais rápida de encontrar esse algo por outros meios de organização (por data, título, formato, etc)?
  3. Existem alguns sites semelhantes que possam oferecer soluções únicas que funcionam bem para um determinado tipo de blog?

Em muitos casos, as categorias tradicionais será a melhor maneira de organizar um conteúdo blogs. Você pode descobrir que existe uma melhor maneira de classificar o seu conteúdo, talvez você deve ainda oferecer múltiplas formas de organizar o seu blog.

13 / ago

Nomedando coisas

escrito por nando rossetto

Nem sempre um só nome é o bastante, podemos colocar diversos nomes para descrever o mesmo objeto. É natural que tentamos dar mais de um nome para as mesmas coisas: Como se chama aquilo ali, são “tags” ou “etiquetas”?

Não é certo dizer que uma mesma coisa recebe vários nomes. Cada nome diferente que uma coisa recebe, tem um significado diferente. Se peço “Quem é aquele?” haverá quem diga “É meu amigo”, “meu mano”, “meu brother”, “meu chegado”, meu “camarada”, entre outros.

A princípio, todos podem estar dizendo a mesma coisa, mas cada uma destas palavras permite significações diferentes, e até conflitantes.

Por exempo: a pessoa a quem me referi é irmão (brother, mano) ou é um amigo da pessoa quem me respondeu? Uma simples resposta como “meu brother”, que se refere a uma outra pessoa, também fala muito sobre a pessoa que utiliza esta expressão.

Usar a palavra “brother” como sinônimo de “amigo” é uma espécie de gíria de pessoas de determinados grupos sociais específicos. Não são todos que utilizam esta expressão, e nem que a entendem.

Cada coisa com seu nome

As coisas não são iguais. Na verdade, são todas diferentes. Se todas são diferentes, todas deveriamo receber um nome, mas isso tornaria impossível para a maioria das pessoas (ou todas) lidar com a linguagem.

Se, numa biblioteca física, haviam alguns problemas (aonde colocar um único livro físico? na seção de ciências sociais, humanas, publicidade, jornalismo… algumas áreas se confundem) na internet (pelo menos) este problema acabou: um mesmo conteúdo pode estar em mais de um lugar e receber várias classificações ao mesmo tempo. Estas classificações costumam ser por etiquetas.